
O que esperar do mercado imobiliário em 2026?
O que esperar do mercado imobiliário em 2026?
Especialistas do setor analisam os cenários político, econômico e social para apontar as principais perspectivas do mercado imobiliário em 2026. Indicadores como a possível queda da taxa Selic, inflação em desaceleração, variações cambiais, mudanças no comportamento do consumidor e os ajustes no programa Minha Casa, Minha Vida criam um ambiente de cautela, mas também de oportunidades.
Cenário econômico e oportunidades de compra
Em entrevista ao InfoMoney, o economista e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, destacou que 2026 pode ser um ano estratégico para a compra de imóveis prontos ou com entrega próxima. Segundo ele, o desaquecimento da demanda, causado pelos juros ainda elevados, tende a pressionar incorporadoras, abrindo espaço para negociações mais vantajosas e descontos relevantes. Além disso, uma eventual redução da Selic no futuro pode permitir a portabilidade da dívida, tornando o financiamento mais atrativo ao longo do tempo.
Já o planejador financeiro CFP e especialista em investimentos Jeff Patzlaff avalia que não faz sentido aguardar a queda dos juros para comprar. De acordo com ele, quando a Selic recua, o acesso ao crédito aumenta, a demanda cresce e, consequentemente, os preços dos imóveis tendem a subir.
Segmentos resilientes e desempenho do setor
Apesar do cenário de juros elevados, um relatório do Santander, citado pela Folha de S. Paulo, aponta que a demanda por imóveis permaneceu forte em dois segmentos específicos:
- Minha Casa, Minha Vida, que não sofre impacto direto da Selic e foi recentemente ampliado pelo Governo Federal;
- Alto e altíssimo padrão, historicamente mais resistente às oscilações econômicas.
Esse movimento contribuiu para um excelente desempenho do setor imobiliário na Bolsa de Valores em 2025. O índice que reúne empresas do setor acumulou alta de 73,5%, a segunda maior valorização desde 2008. Destaque para a JHSF (131,5%), seguida por Trisul, Cury, Tenda e Cyrela.
Tendências estruturais para 2026
Em artigo publicado no portal Imobi Report, o vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider, reforça a resiliência do setor e aponta fatores relevantes para 2026, como:
- Ampliação do valor máximo de imóveis financiáveis pelo SFH;
- Novos modelos de condomínios, com áreas de lazer compartilhadas e soluções sustentáveis;
- Crescimento da demanda por unidades mais compactas.
Segundo ele, a combinação de ajustes regulatórios, maior confiança do consumidor e evolução dos modelos de moradia pode marcar o início de um novo ciclo de crescimento.
Por outro lado, o Secovi-SP alerta para desafios importantes, como a volatilidade dos custos dos materiais de construção, a escassez de mão de obra e o período de transição do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) até o final de 2026.
Comportamento do consumidor e expectativas do mercado
Em webinar realizado em novembro de 2025, a Abrainc, em parceria com o Grupo Brain, apresentou um estudo que revelou mudanças significativas no perfil dos consumidores e destacou dez tendências para 2026.
Entre os principais pontos:
- Piscina, salão de festas e academia seguem como os itens mais desejados em condomínios;
- Para famílias com renda de até R$ 5 mil, o playground é o principal diferencial;
- Jovens entre 22 e 44 anos apontam o valor da entrada como maior dificuldade para a compra;
- Consumidores acima de 45 anos demonstram maior preocupação com a instabilidade econômica;
- Mais da metade dos entrevistados está disposta a pagar mais por imóveis sustentáveis;
- O mercado de locação segue em crescimento, impulsionado pelo aumento dos preços de venda e pela renda das famílias.
Principais tendências do mercado imobiliário para 2026
- Inflação em queda e dólar mais fraco, com possível redução gradual da taxa de juros;
- Crescimento econômico moderado e maior cautela nos lançamentos, sem perda de aquecimento da demanda;
- Manutenção da força do programa Minha Casa, Minha Vida;
- Reforma tributária pode antecipar decisões de compra;
- Valorização do mercado de locação e aumento dos aluguéis;
- Imóveis de alto padrão com metragens menores, porém mais qualificados e bem localizados;
- Maior margem de negociação em terrenos;
- Consolidação de empresas mais estruturadas no mercado;
- Crescimento de projetos voltados a nichos específicos, como o público sênior;
- Ritmo de negócios condicionado ao cenário político e eleitoral.
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